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FUNDAÇÃO DA CIDADE PELOS ROMANOS
A
história de Lisboa inicia-se com a Olissipo
romana. Lisboa era então habitada por cidadãos
do Império Romano, abrindo-lhe as portas do Atlântico.
A sua civilização é testemunhada pelo Teatro e
pelas Termas, pelas vilas da vasta região que
então formava a Civitas. Aqui se organizou a produção
agrícola que fez da cidade um importante celeiro
romano. Dos seus portos saía também o peixe transformado
em pasta pelas indústrias da cidade.
Depois
dos romanos, foi a vez dos povos do Norte da África
darem a sua contribuição para uma
história cosmopolita, por muito tempo destinada
à demanda de novas terras e novas gentes. Aos
árabes juntaram-se os judeus e cristãos que, paredes
meias, partilharam muralhas.
O
perfil da Lisboa de então chegou até aos nossos
dias, fazendo lembrar os mercados onde já confluíam
as rotas do Atlântico e do Mediterrâneo. Não admira,
por isso, que a cidade que assim vivia em paz
pudesse ser cobiçada.
UM
SÉCULO NO CENTRO DO MUNDO
A
conquista pelo primeiro Rei de Portugal, ajudado
pelos cruzados em rota para Jerusalém, trouxe
a Lisboa as relíquias de São Vicente, o seu patrono.
Depois, a cidade - que se tornou capital no séc.
XIII - cresceu, e novas muralhas foram levantadas.
A burguesia comercial instalou-se.
Lisboa
vê partir os barcos que no regresso traziam o
resto do mundo. O século XVI coloca Lisboa no
centro do mundo. O esplendor do barroco a embeleza
e transforma, mas o terremoto de 1755 a destroi,
foi a maior trajédia coletiva do povo português.
A reconstrução faz surgir a Lisboa
como a conhecemos.
Surge
a Lisboa do século XIX, onde se destaca a época
e os locais magistralmente retratados por Eça
de Queirós. O desenvolvimento do século XX, nos
apresenta suas contradições e seu traçado
atual de metrópole. |