História

          O navegador florentino Giovanni da Verrazano foi o primeiro europeu a entrar na baía de Nova York, em 1524. A descoberta da região onde se ergueria a cidade, contudo, é creditada ao navegador inglês Henry Hudson, que em 3 de setembro de 1609, a serviço de uma companhia holandesa, subiu o rio que hoje leva seu nome em busca de uma passagem para o Oriente. De volta à Europa, convenceu os holandeses da viabilidade econômica do território. Enviaram-se, então, os primeiros colonos, que fundaram a cidade de Nova Amsterdam na ilha de Manhattan, comprada dos indígenas por uma quantia de 24 dólares em roupas e objetos velhos.

          A cidade se desenvolveu como capital da província da Nova Holanda, que abrangia a área de Long Island e dos atuais estados de Connecticut e Nova Jersey, além da ilha de Manhattan. Nova Amsterdam se tornou a mais cosmopolita das colônias holandesas, mas as regiões vizinhas foram povoadas por colonos britânicos. Em 1664, a cidade se rendeu às tropas de Jaime II da Inglaterra, duque de York, que mudou o nome do lugar para Nova York. Os holandeses reconquistaram a cidade em 1673, mas no ano seguinte cederam-na definitivamente à Inglaterra. Durante o século XVII a cidade se tornou um porto de piratas.

          Seu desenvolvimento se deu sobretudo a partir da década de 1730, com a importação de escravos e outras atividades comerciais, embora Boston e Filadélfia ainda permanecessem como principais centros políticos e econômicos da colônia. Desde seus primórdios como núcleo urbano, Nova York foi centro de agitação contra a metrópole. Em 1775, o movimento revolucionário Filhos da Liberdade forçou o governador inglês William Tryon a deixar a cidade. Em 1776, durante a guerra da independência, a cidade foi ocupada por forças britânicas e sofreu vários incêndios. Foi sede do governo dos Estados Unidos de 1785 a 1790, ano em que a capital se transferiu para Filadélfia, mas manteve-se como capital do estado de Nova York até 1797.

          Em Nova York, George Washington prestou seu juramento ao assumir o cargo de primeiro presidente do novo país em 30 de abril de 1789. Em 1790, com uma população de 33.000 habitantes, Nova York se tornou a maior cidade do país. Ao virar o século, em 1800, a população já chegava a sessenta mil. A abertura do canal Erie, em 1825, que liga a cidade de Nova York à de Buffalo e aos Grandes Lagos, garantiu a proeminência da cidade como porto marítimo e grande empreendedora comercial internacional. Em conseqüência da abertura da ponte entre Manhattan e o Brooklyn, em 1883, os bairros de Queens, Bronx e Staten Island, além do Brooklyn, se fundiram ao de Manhattan que, embora fosse o menor em tamanho, tornou-se o mais poderoso da grande Nova York. Com a fusão, a cidade transformou-se numa metrópole de importância mundial.

          A transição para a condição de metrópole foi acelerada entre os anos de 1885 e 1895, com a chegada em massa de imigrantes europeus. Nova York recebeu nesse período mais de dois milhões de imigrantes, em especial da Itália, da Irlanda e de países do leste da Europa. A partir de 1900, a anexação de Porto Rico pelos Estados Unidos estimulou a imigração hispânica e, depois de 1929, a grande depressão levou para a cidade elevado contingente de negros procedentes dos estados do sul. Nas primeiras décadas do século XX, Nova York se transformou em importante foco de agitação social e política. Ao mesmo tempo, seu sistema público de ensino proporcionava a qualificação necessária para o enorme e complexo desenvolvimento que se registraria em sua economia.

          Na segunda metade do século, a cidade já se tornara um centro cultural, comercial e financeiro dos mais importantes do mundo. Em sua área urbana, concentravam-se zonas de grande opulência e bairros de extrema pobreza. O êxodo da população de classe média, que se transferiu para os subúrbios, provocou uma série de crises financeiras no município na década de 1970, solucionadas, porém, na década seguinte.



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