História

          Em 1º de janeiro de 1502 chegava a primeira expedição naval, proveniente de Portugal, para explorar a costa do Brasil. Nessa data entra na Baía de Guanabara e, pensando tratar-se da foz de um grande rio, dá-lhe o nome de Rio de Janeiro, o mês em que chegou.

         Outras expedições aportaram na Guanabara. Numa das primeiras foi edificada uma casa próxima à atual Praia do Flamengo, ao lado de um riacho de água doce que, vindo da serra das Laranjeiras, ali desaguava. Os índios tamoios chamaram-na de Carioca, ou seja, casa de branco. Nome que se estendeu ao riacho, de onde se alastrou por outros lugares da cidade e, finalmente, ao habitante da Cidade do Rio de Janeiro. Passados alguns anos, os franceses, que já freqüentavam a costa brasileira, instalaram-se com suas embarcações na Baía de Guanabara, adquirindo, pouco a pouco, a confiança dos índios, com eles comercializando especiarias em troca de pau-brasil e de animais como papagaios, araras e sagüis.

          Sob o comando de Nicolau Durand Villegaignon, deram início ao estabelecimento de uma possessão de terras cariocas, escolhendo algumas ilhas da Baía de Guanabara, e fundaram a França Antártica. Em 1550, Pedro de Góis, que, a mando do governador- geral, corre a costa brasileira, encontra na Baía de Guanabara navios franceses que faziam estoque de pau-brasil, o que foi informado à Coroa Portuguesa.

          Não demorou a reação da metrópole lusitana, armando-se, no ano de 1560, uma frota em Salvador, na Bahia, sob o comando de Mem de Sá. A fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro estava quase assegurada. Vista Panorâmica do Rio de Janeiro (tomada de Niterói) Vencidos os franceses, Mem de Sá, cometendo um erro de avaliação na recuperação do inimigo, não cuidou de ocupá-la,permitindo, pouco depois, o retorno dos mesmos, que se estabeleceram com novas fortificações: uma no outeiro de Uruçumirim, hoje Outeiro da Glória, e outra, dentro da baía, na Ilha Paranapuan ou de Maracajá, atual Ilha do Governador.

         Nova reação: fator resultante da fundação da cidade, em 1º de março de 1565, com o estabelecimento das forças portuguesas sob o comando do Capitão Estácio de Sá, numa praia, entre o Morro Cara de Cão, atual São João, e o Pão de Açúcar. A escolha do local tinha a função estratégica de observar a base dos franceses e dominar a entrada da baía. A este embrião da cidade Estácio de Sá chamou de Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao jovem rei de Portugal, D. Sebastião.

          Dois anos depois da fundação, e com reforços chegados de Lisboa, formou-se um conselho de guerra que deliberou investir contra os franceses. Foi escolhida a data do padroeiro São Sebastião, 20 de janeiro de 1567. Forças por terra combateram em Uruçumirim, de onde saiu mortalmente ferido o Capitão Estácio de Sá, e forças por mar, com a esquadra comandada pelo Governador Mem de Sá que, auxiliado pelo índio Araribóia, expulsou definitivamente os franceses, na batalha da Ilha de Paranapuan.

          A cidade, livre dos franceses, e dominados os índios tamoios, foi transferida para o Morro de São Januário, uma elevação em terra, defronte à ilha onde Villegaignon fundara a França Antártica. Mais tarde passou a chamar-se Morro do Castelo por causa do forte ali erguido. Local distante da entrada da baía, portanto mais protegido de possíveis ataques piratas. Três ladeiras de acesso, duas ou três ruas estreitas e tortuosas, uma fortaleza, uma igreja, obviamente dedicada a São Sebastião, Colégio Jesuíta, além de poucos prédios públicos, definiam o núcleo urbano, no alto da colina.

          Tempos depois, instalaram-se outras ordens religiosas, que ajudariam a definir um perímetro para a cidade. Cercada por quatro colinas, onde, pouco a pouco, respondendo à expansão do núcleo urbano, rasgavam-se estreitas ruas transversais e perpendiculares, com a aparência do velho traçado urbano, regular, em xadrez, das antigas cidades medievais.



Fonte: Site da RioTur



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